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sábado, 6 de junho de 2026

.・゜✧﹒☁ dreamlike bookstore﹒✧゜・.

Eu tive o sonho lúcido mais lúcido que já tive na vida.

Estava numa livraria enorme, e meu marido e meu filho estavam lá na frente olhando uns livros e me chamaram.

Eu falei “pera aí” e fui pra uma área de papelaria que me chamou atenção.

Nesse cantinho tinha um monte de coisas lindas, cadernos, canetas, adesivos e tudo com muitos detalhes e muitas coisinhas incríveis que nunca vi antes.

Comecei a mexer nas coisas e fiquei encantada. Aí, enquanto eu apertava uma caneta, pensei do nada: “tô sonhando”.

Foi a primeira vez que eu lembrei do que o Flamino do canal Experiência Flamino falou, de olhar as mãos e começar a girar. Amo ver os vídeos dele de sonhos lúcidos e desde que comecei a ver tenho tido cada vez mais sonhos lúcidos, mesmo sem praticar nenhuma das técnicas oníricas. Uma das coisas que ele diz que ajuda com o "teste de realidade" é olhar as mãos, porque costumam estar deformadas e estranhas. A outra é começar a girar pra ganhar mais lucidez.

Olhei as minas mãos, mas elas estavam normais, nenhum dedo a mais. Mesmo assim, comecei a girar, igual eu tinha .

A sensação mudou na hora. Eu fiquei mais consciente. Aí eu comecei a flutuar, bem baixinho, e fui voando pela livraria.

Eu passava entre as estantes, e sentia a tranquilidade de poder flutuar bem calmamente. 

Pensei "nossa, se fosse mais alto eu não conseguiria, mas como é pertinho do chão é tranquilo".

Depois o cenário mudou e eu fui para outro sonho. Tentei fazer a mesma coisa de girar, mas dessa vez tudo começou a ficar embaçado… e o sonho acabou.


sweet dreams
ᶻ 𝘇 𐰁

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sábado, 13 de dezembro de 2025

quando o sonho me reconheceu ・*☆¸¸.•*¨*🌙•·˚ ༘ * 🔭


Eu estava na varanda de casa, de madrugada, falando com algo que não tinha forma definida, quando, de repente, do nada...

Isso é um sonho.

Fiquei parada por um instante, então, como em todos os sonhos lúcidos, pensei "O que posso fazer agora?"

 Resolvi tentar flutuar, porque costuma ser o mais fácil e rápido. 

No entanto, no começo não foi tão fácil. Me senti travada, como se o ar estivesse peso. Mas insisti. 

Aos poucos, meu corpo cedeu e eu subi, leve, atravessando o espaço até a cozinha. Enquanto flutuava, comecei a reparar nos detalhes e apurar minha visão, como uma lente de aumento e nitidez.

Na mesa, havia uma almofada de natal. Aproximei o rosto e senti a textura do tecido. Amassei com as mãos, encostei a cara, absorvendo cada sensação. Foi aí que pensei:

"Que incrível… nosso cérebro guarda as sensações e consegue reproduzir tudo depois."

Em seguida, flutuei para perto do fogão comecei a cantar hinos da minha igreja, no entanto, minha voz estava estranha. Rouca e fraca, quase não queria sair. Como se aquele som pertencesse aos dois mundos ao mesmo tempo. 

Fiz tanta força pra cantar que um pensamento atravessou minha cabeça:

"Será que eu tô tentando falar na vida real também? O meu marido vai se assustar."

Tentei seguir para o corredor escuro, mas não consegui. Era como se algo me segurasse ali. Fiquei flutuando perto do fogão, olhando de novo para a mesa, quando uma curiosidade surgiu:

E se eu tentar criar algo divino? Um anjo, talvez.

Veio à mente uma lembrança de algo brilhante, luminoso… mas não se formou por completo. Ainda assim, continuei flutuando, sentindo o tempo passar de um jeito diferente. Foi quando pensei com surpresa:

Nossa… esse é o sonho lúcido que eu fiquei mais tempo. Que legal que não tá acabando.

Depois disso, a memória se dissolve.




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terça-feira, 18 de novembro de 2025

🌒 O Dia em que Ficamos na Terra

Às vezes, os sonhos parecem mais reais do que o dia que nos espera quando acordamos. Alguns são tão vívidos, tão cheios de simbolismos, que acordo com o coração apertado, como se tivesse vivido uma vida inteira enquanto dormia. 

Nessa última noite sonhei com o fim do mundo. 

Acordei dentro de uma casa que parecia a que morei no Brasil antes de vir para Portugal. 

O mundo tinha mudado. A maioria das pessoas havia simplesmente desaparecido, e os poucos que restaram pareciam viver entre a culpa e o espanto.

Meus pais estavam lá, melancólicos, com um olhar perdido sentados no sofá. Ninguém sabia o que realmente tinha acontecido, mas havia um silêncio espiritual pairando no ar, como se algo divino tivesse escolhido quem ficaria na Terra, e por quê.

Enquanto eu fazia comida e tentava acalmar meus pais, soube que haveria um culto da minha antiga igreja. Era como uma esperança, uma promessa de que talvez lá eu encontrasse respostas ou, no mínimo, conforto.

No caminho, passei diante de uma pequena formatura. Eram só dez pessoas, mas havia uma emoção viva, quase sagrada, no ar. As pessoas batiam palmas umas para as outras, como se estivessem tentando substituir todos os familiares e amigos que não estavam mais ali. Fiquei parada um tempo, observando. Era bonito. Triste, mas bonito.

De repente, o sonho mudou.

Estávamos na praia. O sol se punha entre nuvens densas e o ar cheirava a sal e dúvidas. Havia quiosques e uma nave gigantesca, parecida com um dirigível, que levaria os sobreviventes para outro planeta, já que aparentemente, a Terra estava morrendo.

Alguns estavam prontos pra ir. Outros, não.

Muitos se recusavam a embarcar, dizendo que a Terra não acabaria, que era tudo conspiração, enquanto outros diziam que não queriam deixar o lugar onde nasceram. Era um dilema humano e teimoso: ficar naquilo que se conhece, mesmo que tudo esteja ruindo.

O novo planeta se chamava Urso Polar. Lá, o ar era diferente, e as pessoas que antes hesitavam agora começavam a chegar. Vi meus parentes, amigos, rostos conhecidos. A alegria era silenciosa, como um reencontro depois de uma longa dor. As vezes, esperava algumas pessoas chegarem, mas que não apareciam.

Em algum momento, voltei à Terra.

Eu estava no quintal do prédio onde cresci, recolhendo coisas de uma cômoda antiga. Uma criança me observava de longe. 

Depois voltei à praia, onde os quiosques ainda estavam de pé, e tentei convencer mais gente a embarcar, como a Mónica, minha amiga do trabalho, que descia as escadas com expressão indecisa.

O sonho terminou ali, tão abruptamente como começou, e eu fiquei refletindo acordada, com a sensação de que, mesmo nos sonhos, o fim nunca é exatamente o fim.



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