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sábado, 1 de novembro de 2025

(˶ᵔ ᵕ ᵔ˶)⸜(。˃ ᵕ ˂ )⸝♡ procurando pelo conforto e por sentimentos gentis



O outono chegou. 

E com ele temperaturas amenas muito agradáveis e uma rotina muito corrida também.

Tenho passado por dias que flutuam entre a picos de ansiedade e falta de ar com dias de apatia e sentimentos melancólicos. Ao mesmo tempo, tenho tido momentos no dia em que consigo enxergar coisas que me fazem muito feliz e de coração aquecido em meio ao caos interno.

 
Ao observar algumas pessoas (e ver que elas conseguem ser constantes em coisas que gostam e nos seus passos no dia a dia) só me fazem sentir cada vez mais em desespero por sentir tanta dificuldade em seguir e finalizar um ciclo de 24h, principalmente entre o período das 11h30 até as 16h30 [período desconfortável pra mim]. Não sei o que tem nesse horário, sinceramente. Não sei se é muito claro, muito barulhento, se é o horário que meu filho tem mais energia e demanda muito de mim ou  se é o horário que a casa está um caos e eu preciso por em ordem. 

Talvez seja tudo isso.

Acho que a palavra que mais me define atualmente é: cansada. Me dói as costas e o corpo, sinto muita vontade de deitar e dormir o tempo inteiro, e infelizmente apesar de saber que alguns hábitos iriam melhorar essa situação (como hidroginástica, exercícios leves e terapia recorrente,) é difícil conseguir tempo para tudo.

Atualmente estou em um emprego muito bom, que me permite ter minha mesinha com minhas coisinhas e ficar a maior parte de tempo escrevendo (lá de manhã bate um solzinho muito bom).

Em alguns momentos, preciso fazer atendimento telefónico, mas pelo bem da minha sanidade mental tento escolher temas que provavelmente não vou me estressar tanto (já que conseguimos ver qual a linha que a pessoa escolheu) e pessoas mais novas (não me levem a mal, é que pessoas mais velhinhas tem dificuldade em entender o português do Brasil). 

Apesar de ser um ótimo emprego, levo aproximadamente 2 horas para ir e para voltar (porque fica em Lisboa. eu moro em outra cidade).

Quantos parênteses •̀⤙•́ 

Esses últimos tempos, justamente no trabalho, desloquei o joelho, enquanto jogava um papel no lixo no banheiro. Foi uma sensação muito bizarra. Vieram me ajudar e nesse meio tempo eu consegui (não sei como) colocar no lugar, no entanto, ficou muito dolorido e seguiu-se agora já duas semanas de consultas, exames, remédios, muletas e meias de compressão.

Estou um pouco melhor agora e fiz uma ressonância do joelho. Estou ansiosa para ver o motivo disso ter acontecido, até porque, deve mostrar pelo menos um resquício de tantas dores no corpo, que eu pretendo verificar melhor daqui pra frente.

No fim das contas, a vida tem se mostrado muito difícil pra mim nos últimos anos, mas felizmente acho que finalmente tenho conseguido ver beleza em pequenas coisas do dia a dia.

Vou tentar ser mais ativa aqui, nem que seja postando apenas minhas fotografias ou sonhos do dia a dia (:


  


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quarta-feira, 17 de julho de 2024

tudo o que sobrou é tudo o que eu escondo ✩₊˚.⋆☾⋆⁺₊✧


Antes de ontem perdi o ônibus na volta pra casa. Enquanto observava no aplicativo quando ele viria novamente fui andar um pouco com o meu filhinho em uma parte que tem vista pro Rio Tejo.

O rio Tejo é o rio mais extenso da Península Ibérica. A sua bacia hidrográfica é a terceira mais extensa na Península, atrás do rio Douro e do rio Ebro. Nasce em Espanha — onde é conhecido como Tajo — a 1 593 m de altitude na serra de Albarracim, e após um percurso de cerca de 1 007 km, desagua no oceano Atlântico formando um estuário em Lisboa. A sua bacia hidrográfica é de 80 600 km² (55 750 km² em Espanha e 24 850 km² em Portugal), sendo a segunda mais importante da Península Ibérica depois da do rio Ebro.

Do estuário do Tejo partiram as naus e as caravelas dos descobrimentos portugueses. A onda que assolou Portugal no dia do terramoto de 1755 subiu o rio e inundou Lisboa e outras localidades na margem. 

No fim das contas perdi o ônibus mais duas vezes, todavia, nem percebi de tão em paz que me senti ao olhar o horizonte e os barcos indo e vindo...

Tem algo nessas paisagens, na brisa, no mar e no entardecer que me trás uma profunda reflexão. Tenho algo com as águas, mares, rios e cachoeiras. Sinto que é por perto de locais assim que deveria morar.


Enquanto observava a vista em minha cabeça tocava a música Elephant Gun do Beirut, que é uma das minhas músicas preferidas e me trazem uma sensação muito feliz. Me lembram de um entardecer de temperatura amena a beira da praia.




Ah! Eu criei um last.fm depois de muitos anos. Queria encontrar amigos por lá, então, se você tiver um me adiciona! Se não tiver, cria um! (づ ᴗ _ᴗ)づ 

É só conectar no spotify que ele vai registrar as músicas que foram ouvidas ao longo do tempo. Só não achem estranho entrarem no meu e verem Led Zeppelin e Barões da Pisadinha no mesmo dia 🤡

Pra ir pro meu last.fm basta [clicar aqui]. Também queria encontrar novos amigos no Pinterest que é minha rede social de conforto então [clica aqui].

Glossário 🇵🇹:
  • Ônibus: Autocarro
  • Aplicativo: Aplicação
até mais e obrigada pelos peixes ♡
[peeega essa referência]

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terça-feira, 9 de julho de 2024

tentando achar o caminho de volta pra casa ‧₊˚ 🍮 ⋅ ☆

It's been 10 years.  You start to forget the things you should remember, and cant stop remembering the things you should forget.


Quando vou buscar meu filhinho na creche tenho muito gosto em registrar as coisas bonitas que encontro pelo caminho. Mesmo já não estando na Primavera encontro muitas e muitas flores bonitas aqui em Portugal, e sempre observo muitas flores que nunca tinha visto no Brasil. 

Algo que sempre apreciei, mas ultimamente mais ainda, é caminhar sozinha enquanto ouço alguma música ou podcast. Ao longo do tempo fui apreciando cada vez mais a solitude do caminho que percorro e do meu próprio coração. As vezes internamente é um lugar muito sombrio pra se estar, mas tenho feito o possível pra que possa também se tornar agradável e acolhedor enquanto consigo.

Me encolhi dentro da minha concha. 

E está seguro aqui.

Enquanto volto pra casa todos os dias, tenho tentado achar o caminho de volta pra casa. Tudo tem mudado tanto nos últimos anos... sinto-me uma criança assustada na maioria das vezes. Tenho tanto ainda o que curar...

E se eu permancer dentro dos sonhos? Dentro do cochilo da tarde?

𓆝 𓆟 𓆞 𓆝 𓆟

Meus podcasts favoritos pra escutar na volta pra casa são Mundo Freak Confidencial e Caso Bizarro, mas tenho uma playlist pra compartilhar com os meus episódios favoritos de podcasts que já escutei (a maioria são de terror, casos insólitos e mistérios pra variar).

Abaixo deixo alguns registros de uma árvore com florzinhas lilás muito bonitas que me fizeram muito feliz na volta pra casa.






Até breve ૮ ˶ᵔ ᵕ ᵔ˶ ♡

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quinta-feira, 6 de junho de 2024

por entre muita ansiedade e muitas xícaras de café


Tudo mudou tanto desde a última vez que postei nesse blog. Não devo dizer que me sinto surpreendida, pois em 27 anos de vida sinto como se tudo ao redor sempre se mostrou ser um grande redemoinho de mudanças e inconstâncias (algumas boas e outras que me custaram alguns traumas e tremedeiras). 

Talvez pudesse escrever essa postagem depois, em um momento mais tranquilo, mas a realidade é que nos últimos anos (principalmente nesses últimos meses) me sinto tão cansada que os "volto depois" tem se mostrado serem vazios e ausências da minha parte.

A vida tem se mostrado inquieta tanto no lado de fora como no lado de dentro já fazem muitos anos, e por tantas vezes senti que não me reconhecia mais. Por muitas vezes me questionei onde eu fui parar, onde me perdi no caminho e o que deixei pra trás. A realidade é que bem sei onde parte de mim ficou, e superar o luto de mim mesma não tem sido fácil.


Já tem muito tempo que tenho vontade de voltar a postar por aqui, mas sinceramente nos últimos anos tem sido difícil encontrar um tempo livre onde posso me dedicar por completo a coisas que gosto e me sinto feliz. Em alguns momentos, parece que só havia espaço pra obrigações e demandas do dia a dia. Todavia, as coisas tem aos poucos me mostrado calmaria. Meu bebê tão dependente de mim fez 2 anos em Fevereiro (é, eu tive um bebê) e agora já permite que eu faça uma coisa ali e outra acolá enquanto consegue se distrair sozinho. Lembro-me do puerpério e dos "terríveis" 1 ano (como chamo, pois apesar de se referirem assim a fase de 2 anos, foi na fase de 1 ano que eu adquiri uns 3 cabelos brancos e muito mais sensibilidade sensorial).

Recebi o diagnostico de autismo no fim do ano passado e desde então tem sido uma jornada que flutuou por entre o choque, a reflexão profunda de uma infância muito solitária, dor pela minha criança negligênciada, medo da reação de amigos e família pelo diagnóstico tardio, e pensamentos de como posso seguir a partir de agora. Sendo bem sincera, tirou-me um peso das costas tão gigantesco que em alguns momentos só sei chorar e gritar internamente. Como ser ouvida? Como ser respeitada enquanto individuo que precisa de suporte em meio a sociedade? Tudo tem estado no meio de uma transição muito profunda, mas que levo com cuidado e paciência.

Em meio a dor, as cicatrizes, as memórias incessantes, os pesadelos noturnos que visitam-me constantemente, tento me refazer com cacos que sobraram daquilo que já fui e com pedaços novos que estou aprendendo a encontrar pelo caminho.




Me mudei pra Portugal em Outubro de 2022 e apesar de muitas experiências enrriquecedoras, nunca imaginei ser possível serntir tanta falta de casa. Me faz falta desde o canto do bem-te-vi até o risole de pizza + suco de maracujá com leite que me esbaldava no trailer próximo ao meu antigo trabalho (aqui só encontro risole de bacalhau). Apesar da saudade que rasga o peito, sei que sentirei muita falta das memórias que vivi aqui quando essa jornada chegar no seu fim. Os bondinhos amarelos, sumol de laranja, pastéis de nata... 



Em alguns momentos pude sentir como se houvesse uma pedra muito pesada em meu coração que me levava constantemente para baixo. Oscilei entre crises de ansiedade terríveis e muita falta de ar e semanas deprimidas onde me resguardava em uma pequena nuvem cinza e fosca. De um mês pra cá pude sentir essa nuvem se desvanecendo, e aos poucos me permiti colocar o rosto pra fora e sentir um pouco de sol.


⁛ coisas boas que me aconteceram nos últimos meses ⁛

  • Consegui costurar algumas roupinhas do meu filhinho e fazer ajustes. Eu sempre quis aprender a costurar, bordar, fazer crochê, tricô e biscuit. Sou muito apaixonada por arte no geral mas nos últimos anos tenho sentido um bloqueio enorme pra começar a realizar alguma atividade que leva tempo, concentração e silêncio. A fase de até 2 anos de um bebê é muito complicado, meus amigos.
  • Me reaproximei de amigas do antigo the fairy garden society (infelizmente havia alguns anos que não conseguia mais conversar com tanta frequência com ninguém) e nunca me senti tão amada como nos últimos meses. Minhas amadas Deb, Nina, Mika, Brie (que não era do TFGS mas conheço a bastante tempo) e a Pri. Conheci também novas amigas, minhas queridas Hay e Gabi ♡
  • Comprei um abajurzinho de madeira com luz aconchegante pra colocar na minha mesa e me inspirar a ter mais momentos produtivos fazendo coisas que me fazem feliz e havia deixado de lado.
  • Aprendi a ressignicar momentos difíceis e começar aos poucos a cicatrizar o meu coração.
  • Descobri o autismo e com ele se abriu um leque de respostas pra tantas dores internas e físicas e puderam me dar uma direção de pra onde ir e onde buscar ajuda.
  • Conheci a área de QA (testador de software) pela minha Deb e me apaixonei pela área. Tenho estudado e tem me dado uma boa perspectiva depois de me sentir tão perdida.
  • Ganhei um notebook da minha amiga Mika após o meu quebrar e sinceramente não imaginava poder ser amada dessa forma por quem se permitiu me amar mesmo de tão distante.
  • Apesar de ainda não ter uma câmera profissional, atualmente estou com um celular (agora a voz coça pra falar telemóvel, desculpem) com a câmera muito boa no qual tenho conseguido tirar fotos muito bonitas.




Ainda tenho muito pra falar e mostrar, mas por enquanto me despeço. 
E dessa vez, prometo que voltarei, muitas e muitas mais vezes...

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terça-feira, 16 de junho de 2020

Calm.



Quantas coisas mudaram desde minha última postagem em 2017. Foram muitos momentos nos quais comecei a me reentender, me fortalecer e me refazer. A vida dá tantas voltas que as vezes ficamos até tontos. Nos últimos anos, senti que fui me reconstruindo pedacinho por pedacinho, as vezes colando um pedaço por vez, as vezes amparando com um band-aid e depois conseguindo concertar por completo e assim por diante. Hoje me sinto melhor, mais madura e com muitos sonhos. O que aprendi durante esses últimos tempos é ter paciência. A nossa mente e coração são ansiosos, e se permitirmos acabamos vivendo em frustração. Hoje, procuro valorizar as coisas bonitas da vida, coisas que causam alegria e tranquilidade. 

Abaixo coisas que me acalmam:
  • Inspirar e Expirar;
  • Fazer arte (desenho, pintura, escrita, escultura);
  • Tirar fotografias;
  • Conversar com meu querido marido;
  • Descobrir receitas legais;
  • Conhecer lugares diferentes;
  • Acender velinhas perfumadas e incenso;
  • Andar de bicicleta;
  • Ver vídeos bonitos .
Provavelmente essa lista irá ter algumas coisas incluídas no futuro, pois, estou sempre com o nariz por aí procurando algo novo.

Desejo que tenham todos dias alegres e lembrem-se: vai ficar tudo bem.








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